sexta-feira, 26 de setembro de 2008

Tri

Acho que só quem já se encontrou entre a razão o sentimento e o desejo, sabe como realmente é sentir-se assim.
É ter um dia, duas opções, duas possibilidades, dois desejos, um sentimento, duas pessoas, nenhum pecado [não acredito em pecado, ou ao menos que desejo seja um]. Nada tão inocente, mas duas escolhas, e não há somente uma a ser feita; porque você quer as duas.
Não é fácil. O desejo domina, mas a racionalidade o sentimento desperta tanto quanto o desejo na pele, no olhar, no sentir, no tocar. Não que o sentimento realmente seja a coisa mais racional, mas ao menos aparenta. Você sabe que é aquela pessoa, você reconhece o sentimento, sabe que o entendimento é completo, que todas as peças se encaixam, e que você é feliz a partir daí. Mas você quer também o desejo, cair na tentação, desfrutar do 'proibido', do 'errado', como preferir denominá-lo. Afinal, é uma das mais gostosas experiências, não? Afinal, como diz o velho ditado adotado atualmente "proibido é bem melhor, perigoso é divertido". Era assim com nossos tataravós, bisavós, avós, com nossos pais, e será assim com nós, nossos filhos, bisnetos, tataranetos e por aí vai. E vai ser sempre a opção que deixará dúvidas, e a mais gostosa.
Não que de fato esteja 'proibido' isto, mas são as condições em que a situação se encontra. Não posso optar pelo desejo, sabendo que a parte racional emocional de mim sabe o que quer, enquanto o desejo despreza qualquer certeza. E não posso optar pelo sentimento, por essa 'razão', se ainda quero desfrutar do desejo.
Triângulos não funcionam na vida real, definitivamente. Mas, se alguém tiver uma dica, será bem vinda. =]

quinta-feira, 25 de setembro de 2008

À ti


Isso, vai, pode me criticar o quanto você puder, siga em frente, pois sabe, eu sou capaz de suportar.
Pode criticar, pode falar, pode abusar de um ser humano apenas com palavras, ou em um mortal silêncio. Sabe por quê que eu não me importo? Porque eu sei que você não tem a mínima noção do que é o sentimento de não ter crescido de acordo com os planos de alguém. Porque eu sei que você não sabe o quanto isso dói, e te corrói terminantemente por dentro. Então, pode falar e humilhar o quanto quiser sabe. Eu já nem ligo, porque isso nem se compara com qualquer outra coisa que eu sinto, e não vai ser isso que vai me colocar debaixo de seus sapatos. Talvez por algumas horas, enquanto as lágrimas já não escorrem mais [porque depois de um bom tempo elas se escassam, e precisa de muita coisa para fazê-las brotá-las novamente]. E pode humilhar, porque ontem deu pra ver em suas lágrimas a consciência da solidão que você carrega dentro de si, e que o perseguirá vida a dentro. São só três anos, e tu tem consciência disso. Por um lado, senti que algo me apertou lá dentro ao ter a confirmação do que eu previa que tu sente. Por outro, ocorreu aquele sentimento de libertação, sabe? Aquela coisa boa. Aquele prazer, por mais que estar certa, mas por ver que a vida é totalmente justa. Quem planta amargura simplesmente colhe solidão, e a prova mais concreta disso, é você. É o seu presente, que a cada dia torna-se o seu futuro.
Tenho certeza que o dia que tu descobrir esse blog, talvez terá certeza que essas coisas que está lendo são para você, e eu não nego. Você tem consciência de tudo o que está fazendo.
Ah, outra coisa. Me desculpa por não ter crescido de acordo com todos os seus planos, por muitas vezes não compreender as tuas insanidades, por não ser a pessoa perfeita, menos ainda aquela aluna dez na escola, aquela garotinha amável que todos adoram, aquela garota totalmente bonita, dentro dos padrões, e que não confronta ninguém, que não tem mentalidade e vive em um mundo cor-de-rosa. Desculpa mesmo por ter consciência, maturidade, e por não querer ser hipócrita como o resto de toda essa sociedade odiosa.
Mas saiba que toda essa sua desaprovação, a tua perda de controle, só me faz crescer cada dia mais, me faz ver que a vida é realmente perfeita. Ela é planejada em cada mínimo detalhe, e que é isso que vale à pena. A cada desafio, a cada vitória, a cada derrota, cada sentimento, um pensamento, e mais um pouco de conhecimento e maturidade para a coleção.
E o bom de tudo isso, é que quando começa-se a compreender essas coisas, pode levar tempo, mas um dia você compreende, é que quanto mais você cresce ali dentro, mais você quer crescer. É como cada capítulo de um livro, cada cena de um filme, cada disco de uma coleção. Você devora, você coleciona, e cada vez quer mais. E você aprende que por mais cansativo e insuportável que isso seja, isso é necessário, e muito gratificante.
Portanto, obrigada por um lado, por ser alguém tão rude, amargurado, fora de si e desnaturado por tantas vezes. Obrigada por muitas vezes eu sequer poder confiar em você. Isso me fez crescer de uma forma incrível. De forma que tipo assim, apesar de tudo, tu é um herói pra mim sim. Não vou negar. Queria tanto poder te dar um abraço agora, se tu não fosse o rejeitar, ou se eu pelo menos não tivesse esse medo.
Mas obrigada por fazer com que eu amadureça e abra os olhos para a vida ali fora. Isso é mais importante pra mim do que tu pode imaginar. Agora eu sei que a minha independência só depende de mim mesma.
Mais uma vez, desculpa por não ter crescido da maneira que tu planejou, por ser tão imperfeita, e por te desapontar diariamente.
Mas apesar de qualquer ódio ou dor que eu sinta lá dentro, o meu sentimento mais profundo por ti sempre será o de orgulho, por estar na tua vida, ou por tu ter estado na minha, e de amor, aquele amor mais especial de todos, aquele amor que nunca tem fim. Aquele amor no qual você pode matar a cidade inteira, mas tu vai ser sempre aquela pessoa pela qual eu vou ter admiração e o mais puro e sincero amor. Porque esse é pra sempre, e pra mim é incondicional, por mais que o seu pareça tão incondicional, diariamente, em relação à mim.
E desculpa pelas lágrimas que te fiz derramar ontem, mas aquele é o futuro que eu quero pra mim. Não posso ficar presa à isso pra sempre. Mas sempre estarei do seu lado, sendo o seu bem maior, querendo o seu próprio bem. Por favor, dê valor à quem ainda está com você, e ao que essas pessoas dizem. Elas não estão tão erradas assim.
Eu te amo, desculpa por tantas decepções, por tantos silêncios. Mas é pra sempre.

quarta-feira, 24 de setembro de 2008

Isso [more crap]

Eu não quero mais reclamar da forma como eu farei agora. Não quero mais estar todos os dias atordoada com tudo o que me acontece, esses pensamentos abominam, e nos fazem rastejar até um muro mais próximo para ver se temos força ao menos para nos arrastarmos nele agarrados.
Não quero mais que ninguém tente ao menos pensar por mim, eu digo tentar, pois já faz tempo que aprendi a pesar por mim mesma, e depois disso, nunca mais fui ou pensei igual aos outros. Cansei também de todo mundo tentar agir por mim, e eu ficar reclamando disso. Não quero mais ver minha vida assim, desejando tanto que ela fosse mais um daqueles filmes em que se quer viver. Não importa o tipo de filme, desde que lhe agrade. Quero ser protagonista, roteirista, diretora do meu próprio filme, e sabe, isso significa planejar as coisas do meu próprio jeito, e não do jeito dos outros. Não quero mais que ninguém me diga o que fazer. Parece que aquela história de independência às vezes demora tanto pra chegar.
Cansei de acreditar em frases de efeito, como 'sem bad trip', 'tudo passa', 'é só uma fase', 'vai melhorar', 'só mais alguns anos', 'esquece, isso passa'. As coisas não são bem assim pra quem não vivencia um dia-a-dia feliz todos os dias. Digo, em que felicidade é um prato caro, e raro, para quem vive numa mizerabilidade que só Deus entende.
Eu não quero mais ter perspectivas nem expectativas. Afinal, para quê, algo que só vai te decepcionar? Não quero mais esperar aquele 'bom dia', um sorriso, um aperto de mão ou uma conversa. Não quero mais esperar nada. Nada de bom, nada de ruim. Expectativas não nos fazem alcançar nada. Apenas se você não alcançar, vem a decepção. Se você alcançar, você vai pouco se lichar pra droga da expectativa.
Sim, to sei lá, pessimista, ou realista, sei lá. Quem sabe.
Chega aquela hora em que as férias são as coisas mais esperadas do ano, todos os dias, todas as horas. -Não sei exatamente porque eu tou desabafando por aqui, mas dane-se. Afinal, ninguém lê isso mesmo.- Chega aquela hora em que você começa a entrar naquelas depressões idiotas escolares, que quando você entra nela já não é tão idiota assim, com medo de não passar de ano, e com aquele desânimo tão esperado de ficar em recuperação em mais ou menos umas cinco matérias, e que se você não passar em três, você rodou, e não tem mais oportunidade nenhuma.
Chega aquela hora em que você enxerga a vida como ela realmente é. Você enxerga que amizades só vão ser concretas depois de muitos e muitos anos, que por enquanto tudo é tão condicional. Alguma coisa só torna-se concreta quando você realmente faria mais por essa coisa, por essa pessoa, por essa amizade, do que por você mesmo. Afinal, quando você abre mão de si mesmo, para entregar à essa coisa/pessoa/amizade o que ela precisa.
E se um dia eu desistir, podem me reprimir, me recriminar, afinal, não precisam fazer diferente nesse dia. Pouco importa se eu vou tar ali morta sabe. Tipo assim, agora não precisa mais fingir aquele sorriso, aquelas palavras tolas.
Opa, digo, você não vai ter a oportunidade de falar isso na minha cara. Doação de órgãos + cremação.
E que saber? Dane-se.
Mas esse dia ainda não chegou, e tipo assim, não vai chegar tão logo, não pra mim pelo menos. Quanto à você, eu ja não garanto. E sabe por que pra mim não vai chegar? Porque lá no fundo, eu não tou sozinha e eu sei disso. Sei disso porque eu conheço a minha vida, eu conheço à mim mesma. Coisa que ninguém aí fora conhece.
Ah, outra coisa. Eu preciso da minha viagem no primeiro fim de semana de outubro. Espero que alguém nessa face da Terra compreenda isso.
Bom, é isso. Mais um post inútil, porque eu não tenho nada melhor pra fazer [falei nada melhor, porque afinal tenho teorema de pitágoras pra aplicar em triângulos retângulos até a²=b²+c² deixar de ser isso mesmo. -.-]. E desculpa professoras, não sou autista, só me interesso mais em escrever posts pra esse blog que ninguém lê do que prestar atenção em vocês.
Bom, agora sim. É isso.

More crap


Não é questão de não ter
É a indiferença
São as marcas
As marcas de não ser

Sentir apenas sentir
No vento brando
Na brisa suave
O que há para ressentir?

Deixar levar
Tentar respirar
Até sustentar
Ah, brecha

Cai observando
Não pensa
Não age
Corre

Corre desse toque
Corre
Não estar
Não ser

Assim é
Assim é para ser
Tão indiferente
Assim é

Crap


Espinhos cravados
Jorram sangue nessas paredes
Pálidas, imundas
Fluídos. Odiosos

Sangue podre
Desvalido
Inválido
Escurecido

Há fronteiras
Desejos
Prazeres
Por baixo da poeira

Ainda existe a opção
Há a fuga
Corra corra
Agonia

Agonia
Sangue nessas paredes
Pálidas, imundas
Fluídos. Odiosos

terça-feira, 23 de setembro de 2008

Mútuo


O vento leva
O que é capaz de sentir
Perde teu sentido
Deixe-se sorrir


Tão cruel quanto o desejo
A proibição
É tudo tão mortal
Perdendo-se nesse abismo transcedental


As paredes não são mais as mesmas
O ódio é mais odioso
O sangue lateja sobre a derme
Não há mais nada sobre a mesa


Derrame o fluído
Tire a máscara
Nada mais é tão feio
Quanto o que tu és por dentro


Não há mais nada em jogo
Não há mais o que perder
Menos o que ganhar
Não há mais nada sobre a mesa


Cala esse infortúnio
Pelo amor de Deus
Ou seria do Diabo?
Agora confronte-os


Mas lembre-se
Não há mais nada sobre a mesa
Apenas cala esse infortúnio
E conceba dignidade

Invisível & mutável



Você já parou pra pensar em tudo o que você é? Em tudo que te torna você mesmo?
Você é tudo o que ocorreu durante a gravidez de sua mãe, você é o relacionamento do seus pais em relação à você, você é os brinquedos que brincou, as conversas com seus pais, as gírias que usou, os conselhos que seguiu, as decepções de não ter dado certo, as alegrias das conquistas, as derrotas, as vitórias, os conselhos que deu, o amor gostoso que viveu, o pior relacionamento que já teve, o renascido após escapar do acidente, o ferido após a briga, o ferido com palavras após a briga, ou mesmo aquele que feriu. Você é aquela encrenca em que se meteu, ou mesmo o problema que resolveu, você é aquela conversa séria com seu pai, ou aquela briga com a sua mãe, você é o que você lembra. Você é aquela saudade que não vai embora, aquela cidade distânte, os seus amigos de infância, seus amores perdidos, seus amores nunca tidos, você é a infância que recorda, aquele banho de chuva, aqueles amigos, aquela solidão. Aquela velha música, aquele perfume, aquela flor, aquele cheiro, aquele lugar, aquele pôr-do-sol, você é a saudade dos seus pais, da sua família, daquele abraço, ou mesmo daquele abraço que nunca teve, da família que nunca te confortou, você é toda a falta que sente, todo o vazio que há, todo o amor de mãe, toda a parceria de pai, você é aquele arrependimento de não ter falado na hora, você é todas as músicas que já ouviu, todos os filmes que já assistiu, todos os livros que já leu, assim como você é aquela sua música favorita, aquela parte da música que você chora, aquele filme que te emociona, aquele livro que te arrepia, aquele acontecimento que te abala, aquela rua que você gosta, as casas em que você morou, aquele velho sótão, aquele confortante porão. Você é o seu quarto, o que você sente lá, a sua casa, o que você sente e passa nela, você é aquela rua que lhe arrancou lágrimas um dia, você é a lágrima que lhe foi arrancada, a agonia que passou, o choro que chorou. Você é o que você chora, o que você pensa, mas não necessariamente o que você faz. Você é a ajuda que dá, a compreensão que tem, aquele abraço inesperado, o abraço dado, o abraço recebido, aquela lágrima causada, aquele beijo, aquele beijo roubado, aquele beijo que você queria nunca ter dado, ou mesmo o beijo que ainda nunca deu, você é aquele alguém que quer beijar, aqueles que já beijou, você é o toque dado, a flor recebida, o corpo acariciado, o desejo despertado, a bebida que foi tomada, a que está para ser tomada, você é tudo o que já passou, e ainda o que está por vir. Você é o amigo que é, o amigo que tenta ser, você é o amigo que precisa, o amigo que você tem, você é a sensibilidade que grita, a agonia que desperta, o orgulho que despreza. Você é a gargalhada que dá, a gargalhada que causa, a palavra que fala e a que recebe, você é o orgasmo, você é o sexo, a excitação, você é o ser, você é o que desnuda, você é o que precisa e o que causa. Você é o preconceito, você é a discriminação, você é a paz que causa, você é o que prospera, você é toda a raiva da hora, o desprezo de agora, a mágoa de todo o sempre, você é o sorriso dado, o sorriso causado, você também a mudança, ou a impotência de não conseguir mudar, você é o poder, você é o que não pode, é a liberdade que tem, é a liberdade que oferece, é a liberdade que deseja, você é o desejo, o ardor, você é o ódio daquele professor, a raiva do governo, o desapontamento, a vergonha que causa, a vergonha alheia, a vergonha que passou. Você é a vítima, você é o assassino, você é todo aquele problema, você é o ódio que tudo isso dá. Você é a vida que tenta levar, você é tudo o que você queria. Você é o que você tem, o que você queria ter, o que você terá. Você é seus avós desconhecidos, os parentes distantes, os carinhos de vós, os avôs inexistentes, os avôs inegualáveis. Você é aquela praia, aquele dia de sol, aquela piscina. Você é toda a vida, toda a injustiça, todo o justo. Você é a sua vida inteira, ou o que você considera que apenas chamem de vida. Você vai muito além do que simplismente ''você'', você vai além do que se pode ver, além de uma simples conversa, além de algumas piadas, umas cartas, umas palavras, você vai além daquele vento que arrepia, além daquele temporal. Você é o que ninguém vê.

Expectativa


Com o tempo você aprende que se você já não se importa mais, não tem mais expectativas, já não se decepciona. É mais fácil não ligar, não esperar mais nada.
Expectativas, te decepcionam. Te derrubam no chão com uma só rasteira, pra você sair rastejando e implorando pra que ainda haja uma alma viva que te ensine o que decepção não significa.
É menos doloroso, menos preocupante, menos trabalhoso. Você apenas deixa de lado o que já está de lado espírito e emocionalmente. As coisas já estão distantes há muito tempo mesmo, que diferença faz? Apenas menos decepções, menos dor. Nenhum calor.
Decepção ensina a viver.
Só isso.
Só há o dia em que você cansa da mesma decepção diária. Se não espera que alguém ligue, não se decepciona, se não espera um abraço, não se decepciona, se não espera uma conversa amigável, uma relação saudável, um aperto de mão, uma vinda, uma ida, uma VIDA, não se decepciona, se nada disso ocorrer.

segunda-feira, 1 de setembro de 2008

Pré-Conceitos

Pre.con.cei.to - Postura ou idéia pré-concebida, uma atitude de alienação a tudo aquilo que foge dos “padrões” de uma sociedade. As principais formas são: preconceito racial, social e sexual.

Punks e skinheads, heavy metal, heavy darks, moicanos, bichos grilos, gangues de pichadores apareceram. Se na vida tanta idéia e seitas, crenças, gangues e filosofias,religiões de povo doido, oposições anarquistas, loucossábios, débios e sonhadores.
Ventania - Símbolo da Paz

Não sei bem ao certo se alguém falou alguma coisa sobre algum dia todos termos de ser iguais, mas sem dúvidas, isso nunca vai rolar.

Baseamos o preconceito em procurar algo que 'falta' nos outros, que é fora do 'padrão' imposto pela sociedade. Mas no mundo em que estamos hoje, há tanta diversidade social e cultural, que é ridículo querer impor algum 'padrão' para vivermos e seguirmos.

Julgamos tudo com base em um conceito que sequer conhecemos. Geramos um próprio conceito, baseado no que simplismente achamos, e o colocamos em prática, contra qualquer outro ponto de vista, ou contra o que as coisas realmente são.

Não precisamos, e nem devemos viver padronizados. Diferenças é o que nos fazem únicos. Diferença é o que nos marca, o que nos faz feliz, o que nos faz viver.

É justo cada povo ter a sua cultura, é justo cada um ouvir o que bem quiser, se vestir da maneira que bem quiser, e por que não, sentir o que bem quiser? Por quem quiser?

Por sermos seres preconceituosos, deixamos de tomar conhecimento sobre coisas infindáveis.

Somos capazes de criticar uma mulher que realiza um aborto, sem analisarmos todos os fatos, e mais do que isso, sem sabermos os motivos porque isso foi realizado. Não é melhor, do que a criança nascer, passar necessidades, fome, ou, de repente, ser maltradata, ou sabe lá Deus o que poderia acontecer com a criança? Criticamos com muita facilidade um casal gay, seja de homens ou mulheres, mas não somos capazes de sentir essa capacidade afetiva, ou mais, não somos capazes, de nos submetermos a isso, e ainda mais, e se nos submetermos, seremos capazes de assumir? Criticamos também alguém por sua forma de vestir, pois não está de acordo com a moda, com sua forma física, pois não está nos padrões de beleza, por suas condições financeiras, pois não é das melhores, por seu modo de agir, que é diferente dos outros, por sua forma de pensar, que não é semelhante ao do resto da sociedade.

E, mais do que criticar, a gente cria conceitos sem motivos reais e concretos, sem motivos com nexos, e por fim, evitamos tudo o que pré-conceituamos.