sexta-feira, 12 de dezembro de 2008

Imitation of Life [Parte I]


E mais uma vez, cá estou. Sentindo aquele velho prazer em sentir-me só. Tem feito muito calor. E eu? Nada tenho feito. Nada além de passar cada dia na cama. Rolando do lado de lá, para o lado de cá, a cada ponto em que a cama esfria de um lado. O ar condicionado tá ligado há uns quatro dias direto. Sinto que emagreci, sendo que nesses quatro dias não comi nada além de uma maçã por dia, e me sustento àqueles sucos em pó, de pacotinhos, que são mais gostosos não diluídos na água. Mas, pelo calor, obrigo-me a diluí-los.

Hoje o dia está mais ameno, e quanto mais fico nessa cama, mais sinto que é aqui que quero ficar pro resto da vida, pela quantidade de sono que eu tenho. Doença? Talvez, mas se for pra morrer de sono, tô tranqüila.

As persianas estão com algumas frestas abertas, assim provoca-me mais sono. Na minha última cochilada, sonhei que estava indo no cinema com alguns amigos. Quando o filme estava começando, acordei. E quando acordei, lembrei-me da última vez que fui ao cinema.

Fazem mais ou menos uns dois meses. Eu e algumas outras gurias passamos a tarde no parque, tomando um bom chimarrão e jogando conversa fora. Ainda era frio, como de costume no inverno aqui do sul. Mas apesar do frio, e da geada na grama bem verdinha, e o relento ainda nas réstias folhas das árvores, nós íamos para lá assim mesmo.

Apesar do frio, o sol às vezes é intenso, e no inverno não dá para bobear. Na sombra de uma árvore próxima à nossa, havia alguns caras. Todos com pelo menos uns dez anos a mais que nós. Fixaram-nos os olhos desde que lá chegamos. Minhas amigas, com muita maturidade dentro de corpinhos bonitos, começaram a provocar e zoar aqueles caras, afinal, não queriam nada mesmo.

Recostei-me no tronco da árvore, abraçando os joelhos com os braços, ouvindo aquele bom e velho folk blues no mp4. Fiquei na minha, afinal, caras mais velhos me interessam muito.

Fingi não estar nem aí, afinal, sei que não posso confidenciar isso às gurias com quem ando. Não são tão ingênuas assim, não, mas são imaturas. Enfim. Havia lá, na rodinha daqueles caras, um que me interessou muito. Encontro-me com ele algumas vezes pela cidade, e garanto, seu olhar é fulminante.

Eu apenas balançava a cabeça de acordo com a música, e fazia os movimentos vocais com a boca, olhando atentamente tudo o que acontecia ao meu redor, e ao mesmo tempo, eu era capaz de nem estar ali, pra variar um pouco. Pelo menos não com os pensamentos.

De tanto que as garotas provocavam, os caras vieram até nós.


(...)

3 comentários:

Sr. Stievano disse...

hahahaha

as que ficam quietas são as que inspiram maior curiosidade por nossa parte.

=]

Danillo NadasK disse...

adorei o blog me visite tbm ok

Hailton Junior disse...

e o que aconteceu???


gostei doblog

http://tinhaquepor.blogspot.com