terça-feira, 3 de novembro de 2009

we use to think it was impossible

o tempo vai passando e querendo com que eu me esqueça de ti. há tantas brechas, tantas outras saídas e eu nem mesmo sei o que eu quero. às vezes nem mesmo lembro-me da tua voz, do teu jeito. mas como a incerteza de que ainda quero esquecer-te, eu lembro, uma vez mais, bem como a última tragada ou a última noite de bebedeira; a última farra, a última traição; o último pedaço de chocolate, a última lágrima chorada. então decido por mais uma vez lembrar-me de como tu é. da forma como tu falavas comigo, da tua voz manhosa, o teu sorriso, o teu olhar. decido por mais uma vez lembrar-me das tuas mãos, do teu toque, e de como tudo se encaixava perfeitamente entre nós. de como a gente era capaz de se entender, no fim das contas. estamos longe de sermos perfeitos, mas sabemos que éramos perfeitos para o outro. e é tudo sabe? a tua pele, a tua voz, o teu jeito de saber tudo o que eu gosto, e de me conhecer.
e lembra de quando éramos melhores amigos? não há nada mais que eu precisasse além de ti como meu melhor amigo e como amante. eu tinha tudo o que eu queria. ninguém me entendia melhor que tu e ninguém era capaz de me sentir melhor, do que tu. as intrigas, os ciúmes, as brincadeiras, bobeiras, e todo o tempo que a gente passava juntos. nada era melhor. juntos a gente enfrentava o mundo contra nós, e estava tudo bem, porque estávamos juntos. tínhamos nossa liberdade, nossos sorrisos. e desde o primeiro beijo, tudo o que acontecia tornava-se inusitado. nós gostávamos disso. nós gostávamos um do outro, muito mais que gostar. e tudo estava bem, tínhamos com quem contar sempre que precisávamos, pois éramos mais do que amantes, mais do que simples amores, éramos amigos. e nunca estávamos sós pois éramos amantes. sabíamos que sempre teríamos um ao outro, nosso amor, nossas carícias, nossas vozes manhosas, nossos sussurros. as palavras escritas, e os cheiros que relembravam o princípio. tínhamos tudo na ponta dos dedos.
mas se eu te visse hoje, tenho quase certeza que nada se encaixaria dessa forma. e ficaria longe disso.

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