terça-feira, 27 de abril de 2010

lindo pretérito.

aqui da frente, vejo o passado correndo atrás de mim, querendo puxar o meu pé. ele vem de várias direções. atravessei uma ponte sobre esse rio. a queimei. atrás, não, eu não posso voltar. apenas olho você, passado, ali, do outro lado deste alto penhasco onde há o rio. sei e posso voar, mas apenas em frente. não há ponte para que você chegue até mim. talvez possa haver outras rotas. não sei qual delas você pode tomar, e se chegará até mim. apenas sei que o que passou, do outro lado ficou. se é para voltar, é para trilhar somente com este lado. a partir do nada. porém, não insisto em procurar rotas para você. tu é que tens que me mostrar o que queres, se queres.
o que aconteceu do lado de lá, está em mim. como tantas coisas em caixinhas de lembranças. assim como de fato há. guardei com carinho. joguei fora o ressentimento e libertei o perdão. não importa como as coisas aconteceram. não importa o que aconteceu. culpa de quem? ninguém tem culpa. não há arrependimentos. não por mim. posso olhar para trás e apenas sorrir. porém, está ali, intacto. o que pode vir daqui para frente... pode ser tanto, pode ser pouco. pode ser nada. sem expectativas. esperarei para ver se corro ou apenas continuo andando em ritmo normal.

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