sexta-feira, 2 de abril de 2010

Wanna

e então agora eu penso no que eu sinto por ti. talvez seja algo relacionado a nada, sabe. ou talvez esse nada seja o que eu desejo sentir por ti. você me deu um pouco de atenção, e o que aconteceu? eu simplesmente parei na sua, me apaixonei. achei que de repente, poderia ser um pouco feliz tendo alguém assim, como você ao meu lado. não sei daonde eu tirei a ideia de sermos parecidos. alou, filha, ele é talvez o seu oposto, isso sim. mentira, uma coisa vocês têm em comum, e sabem exatamente o que é. mas fora isso, o que sobra? sobra toda essa solidão que você deixa em mim. sobram todas as palavras que eu espero que tu me diga, e que acaba por ser apenas um vácuo em mim. e quando eu tomo a decisão de seguir em frente sem você, tu dá um jeito de não deixar isso acontecer, mesmo nem sabendo da minha decisão. e então, eu ajoelho-me devolta aos seus pés. enquanto tu te vira e vai embora. ah, esse seu joguinho barato comigo. eu já não quero mais te ver, ou mesmo cair no teu abraço. eu já não te quero mais. e vou acreditar que isto é verdade. uma hora há de ser, então que seja agora. todos estes sonhos e ilusões estão fazendo-me cair diariamente. são tropeços e caídas. minhas mãos e joelhos estão ralados. e as pernas fraquejando. porque você nunca está ali para me segurar. não posso mais cair por você, e nem imaginar caindo em você. seus braços esqueceram de mim, e perderam-se em outras carnes. outra vez, acabo amando sozinha. e outra vez, pergunto-me: por que diabos isto sempre acontece mas nunca anestesia? cadê os anticorpos nessa hora, para reconhecer que isto já aconteceu e impedir que isto me ataque novamente? já troquei as perguntas. pois pedir o por quê que você não está aqui para amparar minha queda, já não é a resposta que preciso.
com amor um nada tão profundo,
tamy.

1 comentários:

M.G. AdMini disse...

Tamy vc é show...
Sempre me identifico com os teus textos.

Parabéns.