segunda-feira, 20 de outubro de 2008

ême

Às vezes é engraçado ficar pensando em toda a vida que tu deixa de viver. Há tanta coisa para ser aproveitada, são tantos dias simplesmente disperdiçados por bobeira. E esse fim de semana até foi bom pra pensar nisso. Não tenho certeza de onde ficam todos aqueles momentos perdidos, ou mesmo aqueles delirantes. E aqueles que você simplesmente descarta.
Não é questão de tédio, é ócio mesmo. Quando a ausência de algo útil está presente, já era. Tua cabeça começa a viajar, e toda essa perdição e delírio sai do teu controle.
Eu quero ter toda aquela liberdade, eu quero fazer da minha vida um filme. Eu quero me jogar em cada momento, sem pensar em conseqüências, eu sei, não é assim, mas quem nunca sonhou naquela vida perfeita, em que você curte loucamente cada desejo?
Eu não quero atirar meus desejos à sarjeta, ou apenas deixar com que a vida encarregue-se de todos eles, ou que tente me guiar. Meu livro não está escrito como eu quero, não há como negar.
Eu quero a solidão, eu escolho esta. Loucamente me sinto livre e insana, e é assim que eu quero pra mim.

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