Eu queria que tu pudesse sentir suas palavras em mim. Suas mordazes humilhações. Ainda acredito que de alguma forma elas possam doer em você, embora a certeza seja rasa demais perante a profundidade de algo tão ruim que sua presença me causa. Odeio tudo o que tu faz-me sentir, e também cada coisa que tu me falas. Odeio cada lágrima derramada, cada noite não dormida. Cada tanto de amor que eu sinto por você. Eu odeio te odiar tanto. Tanto como amo e odeio te amar tanto também. Odeio cada humilhação, cada desgosto que tu me causa. E também, cada comprimido que consumo a cada noite antes de dormir. Aqui do alto, a última coisa que eu queria ver era essa caixinha, tarjada com uma faixa escura, tão como seus olhos, e como você deve ser por dentro. Se não isso, ao menos tão obscura tal como você se sente, trata as pessoas e faz as sentirem de tal forma também.Eu esperaria aqui, para sempre, um sorriso, um carinho eterno. Mas não posso esperar para receber coisas momentâneas, não estou aqui para receber estas coisas. Sendo que é somente isto que tu queres oferecer. Por teimosia e controle. Por obsessão e insanidade.
Não quero mais discutir essa noite, mesmo que da boca para fora, nada tenho dito. Apenas ouvidos adentro escutado. Se opiniões não te interessam, e em tua concepção não posso tê-las, se delas tu não precisa e não queres ouvir-me, não precisa. Afinal, qualquer vontade de falar a ti já é muito breve mesmo.
Então meu bem. Pessoas não mudam, e tu me esclarece com firmeza isso a cada dia. Perco as esperanças em qualquer pessoa, mas tenho a minha vida para viver. Se apenas vendo que minha liberdade, esta, tu não levou, alguma abóbora pode ajeitar-se em minha carroça, assim haverá de ser.
Vá, então. Junte seus meros objetos espalhados pela casa, seu velho jeans do armário, e, a propósito, limpe a gaveta que te pertencia. Cada palavra e sentimentos infames, a nada nos levarão, mais uma vez.
Porém dessa, não sei se o outro lado da cama, e a melhor parte de mim te esperarão outra vez. Mas com certeza, tudo isso não mais sofrerão, e você à sua maneira não receberão.
Ao sair, feche a porta, deixe as chaves em cima do balcão. Tranque o portão. Cuide-se na estrada. E saiba que eu te amo.
Mas não volte. Apenas não volte, não ligue, não procure-me. Talvez o tempo mostrará o que é preciso, e o que é capaz de mudar e acontecer. Ou mesmo de deixar tudo da forma como está hoje. Não faça nada, até cuidar de ti mesmo primeiro.

9 comentários:
Você escreve fantásticamente bem, continue assim, o seu blog está muito maneiro, gostei mesmo, parabéns por ambos, o blog e o texto.
Até mais.
Obrigado, igualmente! Gostei das coisas que você escreve também.
Está favoritada. Até o próximo post!
;*
Gostei muito do teu desabafo... Muito bom seu texto.
Sem contar que o Layout do blog é lindo.
Parabéns.
Beijos!
Você tem uma maneira muito singular de escrever... Muito bom mesmo que me agrada bastante até... Parabéns! Sem contar a aparência muito legal do Layout.
Belíssimo.
Me lembrou a música Every you every me - Placebo.
http://putoanonimo.blogspot.com
O começo desse texto me lembrou um momento na minha vida, há uns 5 anos atrás, em que eu ainda gostava muito de uma pessoa, mas não era mais correspondido por ela.
Na época eu passei por uma "longa tristeza", o que acabou desencandeando emoções nada agradáveis dentro de mim.
Hoje eu percebo o quanto aquela situação me amadureceu, e o quanto essa pessoa que tanto gostei me fez entender a transitoriedade da vida.
O que eu sentia raiva na verdade era da minha falta de sabedoria em não saber lhe dar com aquilo.
Tudo é uma questão desapego.
Despertar se amando.
Abraços!
Você escreve bem demais. *-*
Fiquei um bom tempo aqui, lendo seus textos. :D
:*
bãi...
bem bom de ler o teu texto
não achei tanto desabafo
mas enfim
se é um desabafo pra ti
então é um desabafo pra mim também
o fato é
gostei
gostei
Que legal
adorei o jeto q escreve
mandas muito bem
bjs
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